
Foto: Demorgen
Por Ricardo Bohn Gonçalves
Acabei de ler o romance “O Barman do Ritz”, do escritor francês Philippe Collin que foi indicado por um querido amigo e grande leitor. A história, como o título revela e você, leitor, deve imaginar, fala muito dos vinhos. No romance, baseado em uma história real, Frank Meier é o barman do Hotel Ritz, em Paris, durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar da ocupação alemã, o hotel ficou aberto e, mais do que isso, se transformou em reduto dos nazistas. Frank, que é judeu, se recusou a fugir e, com a ajuda involuntária dos alemães, acabou conseguindo proteger vários amigos, enquanto envolvia seus novos clientes com seus drinques e vinhos.
Mas não vou contar aqui toda a história, apenas recomendar a leitura, deste que deve ser o 30º livro que li neste ano. Leio ao redor de 50 livros por ano, alguns, maiores, levo duas, três semanas para terminar; outros, menores, leio em um ou dois dias. Sim, sou um leitor voraz, e tenho na minha rotina ler, ao menos, uma hora por dia. Se não abro um livro, fico contrariado. E gosto muito dos autores clássicos, como Vitor Hugo, Tolstói, Jane Austen, Dickens, Mann, Machado, Eça............ e a lista é longa.
É esta paixão pela literatura que está me levando à Flip, a Feira Literária de Parati, nesta próxima semana. É a minha quinta ou sexta edição na Flip. Na minha lista de palestras, está a do italiano Domenico Starrnone, autor de obras como Laços, Assombrações, Segredos e Dentes, e o angolano Valter Hugo Mãe, que recentemente publicou no Brasil o romance Deus na Escuridão. Espero ter a chance de encontrar com eles pelas ruas de Parati. E tambémestou focando nas palestras e conversas da Off-Flip, as programações paralelas que estão cada vez mais interessantes a cada edição desta feira literária.
Imagino que a leitura de textos sobre vinhos dificilmente será tema da Flip. A minha paixão pelos vinhos e pela literatura, infelizmente, ainda não andam juntas. Normalmente, eu utilizo os livros de vinho como consultas e pesquisas do meu trabalho com a bebida, aqui na RBG Vinhos. Os ingleses JancisRobinson e Hugh Johnson são dois exemplos de referências importantes para saber mais de vinhos, mas há vários outros, que consulto para o meu trabalho.
E confesso que fico feliz quando o vinho entra nos meus livros. Como aconteceu com o barman do Ritz. E, espero, que se cruzem em mais vezes.
- Vou pesquisar e sem duvida vou lê-lo . Boa dica bro!! Abs
ResponderExcluirDepois me diga o que achou
ExcluirRicardo confesso que não li esse livro, mas fiquei muito interessado, vou inclusive incluí-lo nas minhas próximas leituras. Gostaria de recomendar um livro que achei excelente, na mesma linha deste, que é o "Vinho & Guerra: os Franceses, os Nazistas e a Batalha Pelo Maior Tesouro" da Editora Zahar; não vou dar spoiler mas, quem gosta de vinhos vai se interessar muito pela leitura!
ResponderExcluirJá li esse tb e concordo com você. Gostei muito
ExcluirBuscando o livro. Obrigado. Abs
ResponderExcluirExcelente recomendação de leitura. Tão boa quanto os vinhos que você recomenda.
ResponderExcluirObrigado Silvio e nos esforçamos para boas sugestões
ExcluirAbraços
Ricardo. Anotado. Vou ler. A proposito, o livro mencionado pelo Vinicius Toledo foi me passado pelo meu pai que adorava um bom vinho.
ResponderExcluirPode ler ambos que irá gostar
ExcluirAbraços
Obrigada pela indicação Ricardo. Estava procurando algo, que embora ficção, entregue conteúdo. Também considerei estimulante a recomendação de @ViniciusToledo : "Vinho & Guerra: os Franceses, os Nazistas e a Batalha Pelo Maior Tesouro". Já tenho o que saborear em agosto. Abraços.
ResponderExcluirPode ler os dois que vai gostar bastante
ExcluirO enredo parece fascinante
ResponderExcluirBela dica Ricardo, deu vontade de ler! Vou aproveitar o feed aqui e deixar uma sugestão de um livro mais romanceado de vinhos que me encantou "O connaiseur acidental" do Lawrence Osborne
ResponderExcluirOpa !! obrigado e vou colocar O Connaiseur na minha lista
ExcluirÓtima dica, Ricardo! Vou atrás deste livro. Obrigada e bom passeio em Parati! Abraços.
ResponderExcluirExcelente indicação
ResponderExcluirOtima indicação
ResponderExcluirOi, Ricardo. Gostei da resenha do livro, já comprei e estou lendo no meu Kindle. Obrigado pela dica. Adoraria estar lá no bar do Ritz - antes de 1940, claro. Nas palavra do Frank Meier, o bar “era o feudo dos suseranos da noite, dos dândis parisienses, dos escritores nova-iorquinos, dos herdeiros ricos de humor frívolo e dos diplomatas esclarecidos.”
ResponderExcluirOi Tonico,
Excluirrealmente aquele bar era o centro do mundo
depois me diga o que achou do livro
achei bastante interessante
abração