Os vinhos das minhas férias

RBG Vinhos
Foto: Câmara de Cultura

Ricardo Bohn Gonçalves

Recomendo férias para todos, mas aquelas férias que têm a proposta de deixar o celular e o computador de lado. Minhas férias, como acontece há mais de dez anos, interrompida apenas durante o período da pandemia do coronavírus, são na praia. Somos sete, às vezes oito amigos, que dividimos a mesma ideia de descanso: é a nossa oportunidade de colocar a conversa, a leitura e os vinhos em dia.

São férias que começam um mês antes, com o planejamento de que vinhos vamos levar. Como o destino tem sido a praia, e não uma praia qualquer, mas São Miguel dos Milagres, em Alagoas, chega a ser óbvio que a escolha passa por brancos e rosés leves e com boa acidez. E alguns tintos também mais leves, aqueles elaborados com uvas que resultam em vinhos com menos taninos. Neste ano, optei pelos beaujolais, que vêm me surpreendendo pela qualidade. No total, minha seleção somou 42 garrafas.

E, aqui, deixo a minha dica: levar as garrafas de vinho é um transtorno em qualquer viagem. Tem o peso, o risco de quebrar o vidro, enfim, uma série de inconvenientes. A minha sugestão é despachar os vinhos. Vocês podem pensar que é muito mais fácil para mim, que tenho uma loja de vinhos – e é verdade. Mas não é tão difícil para vocês: quando comprarem o vinho (aliás, os vinhos) para a viagem, peçam para entregar no hotel em que vocês vão ficar. Evita um estresse e um peso extra na mala.

E, assim, a viagem fica mais leve. Consigo unir as minhas paixões, que quem me segue aqui sabe quais são: os vinhos, os livros (que também fazem um peso extra na mala) e os amigos. Não necessariamente nesta ordem, mas sempre juntos. Recomendo!

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