
"O Julgamento de Paris" do artista barroco Peter Paul Rubens
Por Ricardo Bohn Gonçalves
No final de maio, escrevi aqui sobre o julgamento de Paris, aquela degustação mítica, organizada pelo inglês Steven Spurrier, em que os rótulos californianos ficaram na frente dos franceses. E que fez história.
Mas você já parou para pensar no nome da degustação? Julgamento de Paris e não degustação de Paris ou qualquer outro nome que remeta a uma prova de vinhos? A explicação está na mitologia grega, com as reações humanas dos deuses antigos. E está, também, no início da Guerra de Tróia.
Diz a mitologia que Éris, a deusa da discórdia, não foi convidada para o banquete do casamento de Peleu e Tétis. Claro que a deusa ficou irritada e enviou ao evento uma maçã de ouro com a inscrição "Para a mais bela".
Três deusas, Hera, Atena e Afrodite, responderam ao desafio para ganhar a maçã. Para não entrar em conflito com elas, Zeus se recusou a ser o juiz e passou a decisão para Páris, conhecido por ser honesto. Isso levou as deusas a tentar conquistá-lo. Hera lhe prometeu o trono da Ásia e Europa; Atena, que iria torná-lo o mais sábio e Afrodite, que lhe daria o amor da mais bela mulher.
Páris deu a maçã a Afrodite e se apaixonou por Helena, a mais bela mulher. Novamente aqui, este amor causou a ira dos deuses e a Guerra de Tróia. Primeiro porque Páris era filho de Príamo, o rei de Tróia, com Hécuba, mas que foi dado ao camponês Agelaos ao nascer por causa de uma profecia de que ele causaria a destruição de Tróia. Agelaos acabou adotando a criança que cresceu sem saber sua origem real.
Depois, porque antes de conhecer Helena, Páris havia se apaixonado pela ninfa Enone, filha do deus-rio Cebren. Casado com a ninfa, ele decide participar dos jogos de Tróia, a fim de conseguir prêmios para sua família. Enone pede para Páris não ir porque se fosse nunca mais voltaria para ela, pois se apaixonaria por outra mulher e geraria um conflito entre seus parentes.
Páris não acredita e segue para Tróia. Lá, ele se destaca por sua beleza e força e ganha muitas competições, até de Heitor, o filho mais velho do rei e herdeiro do trono.
As vitórias de um simples camponês revoltam os princípes que decidem matar Paris. Ao perceber isso, Agelaos, o pai adotivo de Páris, grita a Príamo que Páris era na verdade seu filho abandonado. Diante disso, Príamo reconhece o filho e o chama para morar em Tróia. Páris leva com ele Enone, que dá à luz seu filho Corythus.
Em uma viagem a Esparta, a pedido de Heitor, Páris conhece Helena, que era a mulher mais bela do mundo. Eles se apaixonam, mas Helena era casada com Menelau, o rei de Esparta. Mesmo assim, ela vai com Páris para Troia. Quando Menelau percebe a traição, ele fica furioso e organiza o resgate de sua mulher, o que marca o início da Guerra de Tróia. E daí vem o termo Julgamento de Páris.
No final de maio, escrevi aqui sobre o julgamento de Paris, aquela degustação mítica, organizada pelo inglês Steven Spurrier, em que os rótulos californianos ficaram na frente dos franceses. E que fez história.
Mas você já parou para pensar no nome da degustação? Julgamento de Paris e não degustação de Paris ou qualquer outro nome que remeta a uma prova de vinhos? A explicação está na mitologia grega, com as reações humanas dos deuses antigos. E está, também, no início da Guerra de Tróia.
Diz a mitologia que Éris, a deusa da discórdia, não foi convidada para o banquete do casamento de Peleu e Tétis. Claro que a deusa ficou irritada e enviou ao evento uma maçã de ouro com a inscrição "Para a mais bela".
Três deusas, Hera, Atena e Afrodite, responderam ao desafio para ganhar a maçã. Para não entrar em conflito com elas, Zeus se recusou a ser o juiz e passou a decisão para Páris, conhecido por ser honesto. Isso levou as deusas a tentar conquistá-lo. Hera lhe prometeu o trono da Ásia e Europa; Atena, que iria torná-lo o mais sábio e Afrodite, que lhe daria o amor da mais bela mulher.
Páris deu a maçã a Afrodite e se apaixonou por Helena, a mais bela mulher. Novamente aqui, este amor causou a ira dos deuses e a Guerra de Tróia. Primeiro porque Páris era filho de Príamo, o rei de Tróia, com Hécuba, mas que foi dado ao camponês Agelaos ao nascer por causa de uma profecia de que ele causaria a destruição de Tróia. Agelaos acabou adotando a criança que cresceu sem saber sua origem real.
Depois, porque antes de conhecer Helena, Páris havia se apaixonado pela ninfa Enone, filha do deus-rio Cebren. Casado com a ninfa, ele decide participar dos jogos de Tróia, a fim de conseguir prêmios para sua família. Enone pede para Páris não ir porque se fosse nunca mais voltaria para ela, pois se apaixonaria por outra mulher e geraria um conflito entre seus parentes.
Páris não acredita e segue para Tróia. Lá, ele se destaca por sua beleza e força e ganha muitas competições, até de Heitor, o filho mais velho do rei e herdeiro do trono.
As vitórias de um simples camponês revoltam os princípes que decidem matar Paris. Ao perceber isso, Agelaos, o pai adotivo de Páris, grita a Príamo que Páris era na verdade seu filho abandonado. Diante disso, Príamo reconhece o filho e o chama para morar em Tróia. Páris leva com ele Enone, que dá à luz seu filho Corythus.
Em uma viagem a Esparta, a pedido de Heitor, Páris conhece Helena, que era a mulher mais bela do mundo. Eles se apaixonam, mas Helena era casada com Menelau, o rei de Esparta. Mesmo assim, ela vai com Páris para Troia. Quando Menelau percebe a traição, ele fica furioso e organiza o resgate de sua mulher, o que marca o início da Guerra de Tróia. E daí vem o termo Julgamento de Páris.
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