Vinho e futebol, tudo a ver

RBG VInhos

Por Ricardo Bohn Gonçalves

Eu entendo um pouquinho de vinho e nada de futebol. A cada quatro anos, com a animação da Copa do Mundo, até me proponho a participar desta paixão nacional e aprender ao menos os nomes dos melhores jogadores brasileiros. Neste ano, estou acompanhando o jogo pela internet, mas o canal que eu escolhi tem um delay de alguns segundos. Assim, eu fico sabendo dos gols pela comemoração dos vizinhos.

No meu vasto conhecimento, arrisco dizer que tem quatro países com chances de levar a taça para casa. E, claro que na minha análise, todos eles são também produtores de vinho: Brasil, Portugal, França e Argentina.

Começo com a nossa seleção. Acredito que a contratação do italiano Carlo Ancelotti como técnico foi uma decisão acertada – mas só soube, confesso, que ele dirigiu 11 clubes de ponta da Europa depois de uma pesquisa na internet. E o resultado do último jogo do Brasil me trouxe mais convicção de que o título pode ser nosso.

Quanto aos vinhos, aproveito para contar que a RBG Vinhos agora tem um produtor brasileiro em seu portfolio. Faz um certo tempo que temos vontade de trabalhar com um ou até mais produtores brasileiros. Mas só recentemente encontramos um produtor que, acredito, tem o nosso perfil. É o Eduardo, filho de Idalino, um gaúcho que desde 1964 elabora vinhos no porão de sua casa. Em 2001, Eduardo decidiu começar a engarrafar os vinhos da família. Recentemente, ele me apresentou uma linha de brancos e tintos, que avaliei ser muito bem elaborada e de preços bem atrativos. Confira aqui.

Portugal é o país do Cristiano Ronaldo, que nasceu (e isso eu sei) em uma região de vinhos, a ilha da Madeira. E para exemplicar os vinhos de Portugal nesta Copa, eu cito os brancos e tintos do António Maçanita, um produtor que apresenta rótulos bem interessantes de várias regiões do país. Provei recentemente os seus vinhos do Douro, e gostei muito da sua proposta: tem a força do Douro, mas também uma elegância. E os rótulos de Maçanita dos Açores, que não é a ilha do jogador, mas um arquipélago, sãoquase uma covardia para os adversários pela qualidade de seus brancos.

Na França, acredito que mesmo com toda a minha ignorância com o futebol, posso dizer que é um time muito consistente. Vi os gols de Mbappé e só posso elogiar. Assim como os vinhos franceses, consistentes e, não raro, brilhantes. Não vou falar aqui da minha paixão pela Borgonha, mas citar um tinto de Bordeaux que gosto pela sua versatilidade e sua simplicidade. É o Château La Roche Bordeaux Superior 2018, que vendemos por R$ 150, o que o coloca naquela categoria de vinhos de boa qualidade e preço.

O quarto país na minha análise – ou melhor dizendo, do meu palpite – é a Argentina, de Leonel Messi. Que está deixando de ser uma terra só de malbecs, mas que também vem chamando atenção pelos seus cabernet franc. Ou seja um país e uma seleção para se prestar atenção.

Enfim, são os meus palpites, em um bolão meio atrasado. E sigo assim na minha relação com o futebol, levando livros para ler enquanto meus amigos acompanham a bola rolando no campo.



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