Foto: Erik Krafft / Krafftwork Photo and Film / Handout / NTB
Por Ricardo Bohn Gonçalves
O instagram de Nikolai Haram Svorte, que se tornou o melhor sommelier do mundo na semana passada, dá uma boa pista das suas paixões. Suas fotos com a sua guitarra e o link para a sua banda de rock progressivo na Noruega dividem espaço – ou talvez superem – suas imagens com vinhos. Talvez seja a música, talvez seja sua maneira de ver o vinho, influenciado pelas notas musicais, que tenha ajudado Nikolai a conquistar o primeiro lugar no podium de um concurso que ele estreou nesta edição de 2026, a 18ª competição organizada pela Association de la Sommellerie Internationale (ASI).
Sim, Nikolai conquistou o título da ASI Best Sommelier of the World 2026 e deixou em segundo lugar a francesa Pascaline Lepeltier, a grande favorita para o título. Na grande prova final, realizada no Coliseu dos Recreios, construção histórica de Lisboa, Portugal, Pascaline cometeu erros que lhe foram fatais. Ela brilhou no serviço do vinho, identificando um decanter quebrado, que ele nem percebeu, mas não acertou os vinhos que estavam nas taças, nas degustações às cegas. E ele acertou.
Não o conheço pessoalmente, mas nas fotos e vídeos que vi deste concurso, Nikolai me parece ter uma simpatia e talvez até uma timidez. Difícil dizer ao certo, mas isso me levou a uma pergunta: o que leva um profissional do vinho a chegar ao topo da sua profissão?
Gosto da máxima, atribuída a Thomas Edison, de que todo gênio tem 90% de esforço e 10% de sorte. Nenhum sommelier chega na final se não estudar muito e, inclusive, contar com tutores e amigos que lhe ajudem nesta preparação. Nikolai também certamente teve sorte no palco – no dia anterior, na fase semi-final, dizem que Pascaline brilhou, inclusive identificando os vinhos às cegas desta fase eliminatória.
Outro ponto para chegar no seu objetivo é encontrar-se no seu talento. Mozart nasceu para a música e certamente não para a química. Nikolai nasceu para o vinho (e talvez também para a música). Mas certamente não é um profissional de um único assunto, o que também ajuda.
A postura no salão dos restaurantes também deve ser valorizada. Já vi profissionais muito bons, brilhantes até, perdendo pontos com os clientes pela sua esnobação. Sabe aquele sommelier ou maître que a gente quase tem de pedir desculpas por estar escolhendo um vinho? Me incomoda essa sofisticação desnecessária. Nikolai me parece ir em outra direção e chegou lá, aos 29 anos.
Um bom exemplo.
O instagram de Nikolai Haram Svorte, que se tornou o melhor sommelier do mundo na semana passada, dá uma boa pista das suas paixões. Suas fotos com a sua guitarra e o link para a sua banda de rock progressivo na Noruega dividem espaço – ou talvez superem – suas imagens com vinhos. Talvez seja a música, talvez seja sua maneira de ver o vinho, influenciado pelas notas musicais, que tenha ajudado Nikolai a conquistar o primeiro lugar no podium de um concurso que ele estreou nesta edição de 2026, a 18ª competição organizada pela Association de la Sommellerie Internationale (ASI).
Sim, Nikolai conquistou o título da ASI Best Sommelier of the World 2026 e deixou em segundo lugar a francesa Pascaline Lepeltier, a grande favorita para o título. Na grande prova final, realizada no Coliseu dos Recreios, construção histórica de Lisboa, Portugal, Pascaline cometeu erros que lhe foram fatais. Ela brilhou no serviço do vinho, identificando um decanter quebrado, que ele nem percebeu, mas não acertou os vinhos que estavam nas taças, nas degustações às cegas. E ele acertou.
Não o conheço pessoalmente, mas nas fotos e vídeos que vi deste concurso, Nikolai me parece ter uma simpatia e talvez até uma timidez. Difícil dizer ao certo, mas isso me levou a uma pergunta: o que leva um profissional do vinho a chegar ao topo da sua profissão?
Gosto da máxima, atribuída a Thomas Edison, de que todo gênio tem 90% de esforço e 10% de sorte. Nenhum sommelier chega na final se não estudar muito e, inclusive, contar com tutores e amigos que lhe ajudem nesta preparação. Nikolai também certamente teve sorte no palco – no dia anterior, na fase semi-final, dizem que Pascaline brilhou, inclusive identificando os vinhos às cegas desta fase eliminatória.
Outro ponto para chegar no seu objetivo é encontrar-se no seu talento. Mozart nasceu para a música e certamente não para a química. Nikolai nasceu para o vinho (e talvez também para a música). Mas certamente não é um profissional de um único assunto, o que também ajuda.
A postura no salão dos restaurantes também deve ser valorizada. Já vi profissionais muito bons, brilhantes até, perdendo pontos com os clientes pela sua esnobação. Sabe aquele sommelier ou maître que a gente quase tem de pedir desculpas por estar escolhendo um vinho? Me incomoda essa sofisticação desnecessária. Nikolai me parece ir em outra direção e chegou lá, aos 29 anos.
Um bom exemplo.

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